14 mai
2011

Gêmeos Siameses

Por: Márcia Pacciulio

Da Reportagem

Os gêmeos siameses, assim chamados popularmente, são gêmeos idênticos que nascem ligados por um segmento físico, compartilhando alguns órgãos. A medicina oficial os denomina “gêmeos xifópagos”, porque os primeiros casos estudados no passado foram de gêmeos ligados pelo tórax, onde se situa o xifóide, um apêndice do osso esterno, que faz as ligações entre as costelas. Atualmente, embora se estudem casos de ligações com compartilhamento dos mais variados órgãos, ainda permanece essa nomenclatura.

Normalmente, no processo de fecundação que dá origem a gêmeos idênticos, dois Espíritos se ligam ao óvulo materno, atraindo o espermatozóide mais propício para fecundá-lo. O óvulo assim fecundado (zigoto), sob a influência de dois campos energéticos distintos, tende a se bipartir durante a embriogênese e as duas células distintas assim formadas, prosseguirão se multiplicando, originando dois organismos geneticamente idênticos em sua origem, embora pertencentes a indivíduos diferentes (são os chamados gêmeos univitelinos).

No caso dos gêmeos xifópagos ou siameses, que também são gêmeos univitelinos, a separação em duas células distintas no início da embriogênese não ocorre, de modo que os gêmeos permanecem unidos durante toda a gestação, originando uma ligação física em determinado ponto de seus organismos, que perdurará até o nascimento. Essa ligação pode ser pouco ou muito profunda, originando, consequentemente, o compartilhamento de parte de alguns órgãos ou até o de um único órgão vital, como o coração ou o cérebro, nos casos mais graves. Dependendo da gravidade do caso ou da região do planeta onde nasçam (com poucos ou muitos recursos médicos), essas crianças podem ter pouco tempo de vida ou pode-se tentar separá-las. Há casos em que a separação não é possível e, então, os gêmeos são obrigados a conviver ligados um ao outro, aprendendo a solidariedade, a tolerância e o respeito mútuos.

O Espiritismo traz-nos elucidações muito importantes sobre os gêmeos siameses. Tudo começa com um processo obsessivo longo e profundo, em que as duas partes envolvidas não conseguem se perdoar e retroalimentam-se mentalmente com o ódio e o desejo de vingança. Com o passar do tempo, o intercâmbio doentio de energias patológicas faz com que desenvolvam uma espécie de campo simbiótico de compartilhamento de emoções, sentimentos e pensamentos, que não possibilita aos técnicos responsáveis por suas reencarnações separá-los satisfatoriamente, sem o comprometimento de suas mentes e de seus perispíritos.

Sendo o perispírito o Modelo Organizador Biológico do corpo físico por ocasião da reencarnação de qualquer pessoa, nesse caso específico teremos a dificuldade de separação de seus perispíritos dando origem a corpos ligados também no plano físico

(gêmeos siameses).

A reencarnação surge para esses Espíritos, inimigos pertinazes do passado, como uma oportunidade abençoada de reajuste perispiritual e mental, de perdão, de tolerância e de solidariedade, através da convivência íntima e inevitável na maioria dos casos, mesmo com os avanços da atualidade. Em geral, os pais que recebem por filhos os Espíritos nessas condições, foram no passado os copartícipes do processo, pessoas que estimularam o início ou o agravamento do ódio entre eles, e que na atual encarnação são abençoados pela oportunidade de semear a reconciliação entre eles e de obter o seu próprio perdão.

A compreensão espiritual do processo pode confortar e melhor orientar as famílias que passam pela problemática de ter gêmeos siameses em sua composição, através da evangelização, dos passes e das preces.

No futuro, que acreditamos esteja próximo, a Ciência Médica também passará por grandes mudanças em seus paradigmas e, consequentemente, em seus métodos de tratamento e profilaxia, quando então, não apenas os corpos, mas também as almas dos homens serão tratadas, em busca da cura real.

Fonte: Verdade e Luz, edição n. 301, Fevereiro de 2011

Federação Espírita do Estado de Mato Grosso – www.feemt.org.br

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6 Comentários

  • Fantástica a elucidação. Como estudioso adorei a forma como foi tratado o assunto. Parabéns e que Deus abençoe a todos.

  • Muito revelador!
    Somente não consigo entender como se explica o fato de que o mesmíssimo problema genético dos gêmeos siameses ocorre no reino animal. Os animais também passam pelo mesmo processo humano, alimentando o ódio e depois nascendo ligados?

  • No meu pouco entendimento, penso que tudo que ocorre no gênero humano, foi antes ensaiado no reino animal , vegetal e mineral… Logo, casos como siameses, gestações com deformidade e tantos outros episódios, tiveram que ser ensaiados no grande e vasto laboratória da vida, e para isso, houve o concurso de espíritos abnegados sob a égide do senhor tempo. Desa forma, nenhuma necessidade de resgate, deixaria de ter em suas composições, as ferramentas perfeitas e justas para o fiel cumprimento d vontade soberana, justa e perfeita de Deus.

  • ADOREI O ESTUDO, POR QUE ME ESCLARECEU ALGUMAS DÚVIDAS AO ASSUNTO. E ASSIM ME
    ISENTIVOU A APROFUNDAR MELHOR NO ASSUNTO TÃO IMPORTANTE, E A LIDAR MELHOR COM ESSA SITUAÇÃO TÃO ABRANGENTE. MUITO OBRIGADA. JUSSARA VALIM.

  • Achei muito bom o texto.
    Porém, ainda tenho uma dúvida:
    Gêmeos siameses podem ser também espíritos que, não se conhecem, e precisam de uma mesma lição/ensinamento ?

  • Embora essa teoria esteja baseado na doutrina espirita e há muito fundamento por ser um estudioso da doutrina há mais de trinta anos sendo espirita convicto, não explica tudo, pois os animais não tendo nenhum tipo de sentimento, raiva, odio, vingança, etc …também nascem xifópagos, então como dizia minha mãe “nesse mato ainda tem muito coelho pra sair.
    Vamos aguardar a espiritualidade superior nos trazer maiores explicações a respeito, que certamente virá em tempo certo, como tudo o que ela nos passa. Reconheçamos, não temos capacidade de por um ponto final nessa questão.

Então, O que achou?