21 jan
2010

ABORTO – PARTE II (FINAL)


Voltei, queridos leitores e abençoados corações, para retomar este tema tão polêmico e delicado.
Quero mais uma vez explicar que não estou discorrendo sobre o tema para condenar ou discriminar quem apóie ou já tenha feito aborto.

A Lei de Deus é perfeita: ‘a cada um segundo suas obras’. Quem participa ou coaduna com abortos, a seu tempo, aprenderá que se trata de um crime perante as Leis Eternas e se submeterá causa-efeito, para assim não tornar ao erro. Transcrevo aqui um parágrafo da lindíssima obra em que me pautei para elaborar este texto, o livro ‘Ícaro Redimido’ para exemplificar o que digo: (…) Se o amor habitasse o coração dos homens, a felicidade lhes seria hóspede permanente. Enquanto isso não se dá, o infortúnio contumaz lhes parasitará a alma, por força de expressão de uma Lei que é, sobretudo justa e proporciona a cada um os frutos de suas obras. (…) (grifo meu)
Há ainda aqueles corações que, após terem praticado este ato, arrependem-se sinceramente e passam a empreender esforços sinceros para corrigir seu erro, e estas pessoas redimidas, aos olhos do Pai, são merecedoras de sua misericórdia e, para elas, a Lei da causa-efeito é atenuada, pois Deus sabe exatamente o que se passa em nossos íntimos.
Quantas mulheres não tomaram tal decisão no auge do desespero, do desamparo. Não condeno ninguém, porque todos somos espíritos em evolução e talvez, em outras vidas, possamos ter praticados coisas igualmente ou mais graves. O AMOR COBRE A MULTIDÃO DOS PECADOS…
Voltemos então ao panorama da primeira metade do século XX, e retomemos a jornada da prostituta-grávida Catherine e imaginemos então seu desespero, perante a sociedade preconceituosa de então.
Como eu já havia dito, os benfeitores espirituais ligados à Catherine e ao reencarnante de tudo faziam para tentar intuí-la a não praticar o aborto. Catherine tinha uma criada, de nome Rosa, que não era prostituta; tratava-se de uma moça que Catherine havia retirado da pobreza, uma alma simples e de fé, que dava vazão aos alvitres dos Benfeitores através da intuição, mas não conseguia convencer Catherine, resignando-se em servi-la abnegadamente.
Antes mesmo de praticar o aborto, Catherine já feria seu pequeno bebê com suas emanações mentais de repulsa, impregnando na placenta energias que, não tardaria, expulsariam o feto antes mesmo do ato ignomioso do aborto. Percebam então a força, o poder de nossas mentes e das irradiações dos pensamentos. Simplesmente pelo fato de rejeitar a criança, Catherine, com a força de seu pensamento negativo, já minava a organização física e psíquica do reencarnante. Os reencarnantes, no ventre materno, são espíritos milenares que já passaram por inúmeras encarnações, lembremo-nos disso. Trazem em suas almas o arquivo de todo esse aprendizado e, portanto, sentem sim a dor da rejeição e da intervenção abortiva.
Chegou o dia em Catherine iria fazer o aborto! Nenhum médico dispôs-se a praticar o ato, não restando outra opção à Catherine que não procurar por uma mulher que, a despeito de ter sido parteira por muitos anos, a certa altura resolveu ganhar a vida fazendo justamente o contrário. A casa de tal mulher ficava afastada da cidade, em meio a um mangue. Com uma casinha feia e fétida, a mulher morava as margens do lago do mangue e lançava às águas os corpinhos dos bebês abortados, ocultando perfeitamente seus crimes.
Aqui, Adamastor começa a nos descrever o horrendo panorama espiritual do local (graças a Deus não podemos ver a realidade espiritual de muitos lugares, senão viveríamos com medo de sair de casa!). Em contraste com a vegetação exuberante do entorno, o local emanava cheiro de podridão, muito maior do que se pode imaginar e do que nossos narizes carnais poderiam agüentar. Seres horrendos com expressões animalescas e draconianas guardavam o local . Explico: espíritos contumazes na maldade perdem o aspecto que os aproximam do Divino, da perfeição e passam a assemelhar-se a assustadores animais e isso ocorre porque seus próprios campos mentais assim o plasmam. Imaginem locais como o umbral ou o vale dos suicidas: são locais medonhos, mal cheirosos, à maneira da descrição do inferno de Dante, porque os espíritos que ali permanecem pelo tempo necessário para suas expiações, não podem produzir pensamentos de harmonia e isso acontece com seus próprios corpos, que ficam horríveis, desfigurados, assemelhando-se a monstros ou animais. Há espíritos ainda que, de tanto praticarem o mal, se retraem numa fuga insana de sua própria consciência e perdem totalmente a forma humana, tornando-se ‘ovóides’. Sim, de asustar realmente, criaturas de Deus reduzidas a uma pequena forma ovoidal e usadas até por grandes inteligências do mal, no Plano Espiritual, para sugar energia vital de encarnados em processos graves de obsessão e vampirizá-los… Outro tema muito sério do qual irei tratar adiante! Nosso querido André Luiz, na psicografia do saudoso Chico, já abordou também com maestria este tema. Cabe aqui explicar ainda que espíritos vampiros são aqueles que se sustentam das vibrações hauridas de matérias vivas, portanto, nossas vibrações e principalmente do sangue, que tem grande concentração de elementos de vitalidade. Abatedouros são cheios desses espíritos, assim como a casa de abortos na qual Catherine acabava de entrar.
A mulher que faria o aborto, a antes parteira, Dona Carmem, em seu semblante, visto com os olhos do espírito, parecia uma bruxa. Nos arredores havia espíritos trabalhadores do Bem que pouco podiam fazer, a não ser acudir as pobres almas dilaceradas dos abortados. O interior da casa estava povoado de espíritos vampiros, dementes, em completa algazarra. Catherine ingeriu um beberagem de uma erva usada para estimular contrações uterinas e colocou-se em posição para o início da intervenção. Neste momento outros dois espíritos de alta estirpe e bondade surgiram para socorro de Catherine e Alberto, um deles, inclusive, havia sido pai de Catherine. Catherine se colocava em sério risco, pois apresentava uma anomalia na placenta, denominada placenta prévia, uma implantação baixa da placenta sobre o orifício uterino.
A ex-parteira, sem nenhuma higiene, depois de abrir o canal uterino com um especulo, passou a introduzir velas para dilatação do colo, até que uma delas foi introduzida propositadamente com mais força para matar o feto, quando então ocorreu um jorro terrível de sangue porque a placenta mal posicionada fora rompida. Antes do triste espetáculo de sangue, os vampiros que aguardavam a expulsão do feto esmurravam a barriga de Catherine para acelerar o processo.
A mulher, sem nenhuma piedade, fez com que Catherine saísse de lá imediatamente, já prevendo um desfecho trágico. O feto ainda não havia morrido e permanecia na cavidade uterina, deixando aqueles espíritos vampirizadores encolerizados por não terem para si o que aguardavam, entretanto, um deles, em cena degradante que feriu a sensibilidade de todos ali, atou-se firmemente ao quadril de Catherine e lá ficou sorvendo com sofreguidão as vibrações do sangue que jorrava de sua intimidade. Confesso que quando li isso, fiquei arrepiada.
Voltaram rapidamente para o prostíbulo numa carruagem e Catherine, quando em seus aposentos, foi liberta da companhia vampirizador pelos próprios espíritos da casa de prostiuição, viciados no sexo, mais ignorantes que maus, uma vez que Catherine era protegida do bando, vejam vocês…
O desfecho trágico, queridos leitores, não poderia ser outro: Catherine sangrou até morrer e Alberto desencarnou, sendo amparado mais uma vez pelos ‘anjos’ da espiritualidade e conduzido para local especializado no tratamento de espíritos abortados, que desencarnam em lastimáveis condições psíquicas e espirituais! A situação de Alberto não era das piores, porque não chegou a ser dilacerado, aspirado, envenenado com solução salina ou qualquer outro dos violentos processos abortivos existentes…
Muitos dos abortados ficam por significativo tempo no processo de recuperação; outros ligam-se a suas mães em processos obsessivos de ódio. É um panorama desolador.
Termino assim esta triste explanação, ciente de que precisava trazê-la à tona, principalmente porque há projetos para que o aborto seja legalizado em nosso país e a Espiritualidade está demovendo esforços tremendos para que tal não ocorra. Com este meu texto (‘deles’ na verdade), estou colocando a minha gotinha no oceano.
Para arrematar, faço uma transcrição ‘ipsis literis’ do que Adamastor falou-nos acerca do aborto, no precioso livro: (…) Compreendamos, sem sobra de dúvidas, que é uma grande ilusão do homem terreno achar que está lidando, no aborto criminoso, com seres incapazes de sentir e sofrer. Eles padecem das dores físicas do ato e dos sofrimentos de ordem moral que se lhes impregnam profundamente na alma. (…). Recordemos que, embora usando veste física ainda imatura, estamos diante de um espírito velho, habilitado nas sensações da vida e no julgamento das emoções humanas. Ele percebe as impressões mentais que movem sua mãe neste momento e se dá conta de que é presença indesejada. Sofre pelas injúrias físicas de que é alvo, sentindo-as como um ato de maldade (…).
Que Deus abençoe as mães corajosas, que trazem seus filhos à luz mesmo diante de acerbas dificuldades e que, igualmente, ampare aquelas que tomaram esta triste decisão, a fim de que se arrependam o quanto antes e despertem para minorar as conseqüências de seus atos.
Que o amor de Deus nos ampare, sempre!
Vejam também:
ABORTO – PARTE I (LINK DO PRIMEIRO TEXTO)
O GRITO SILENCIOSO (YOUTUBE): LINK DA PRIMEIRA PARTE; (LINK DA SEGUNDA PARTE), e (LINK DA TERCEIRA PARTE).


Ilustração de Eudison de Paula Leal.

Então, O que achou?