Entrevista com Célia Xavier de Camargo

Por: Afonso Moreira Jr. 

Célia Xavier de Camargo – Imagem Internet

Lançamento da Petit Editora, o livro “Leon Tolstói por ele mesmo” foi psicografado por Célia Xavier de Camargo que, nesta entrevista, conta a história de sua vida, uma existência dividida entre a família, o trabalho profissional e a mediunidade. A médium revela seus primeiros contatos com os espíritos, sua experiência mediúnica e também explica como foi psicografar o livro do grande escritor russo. Sem esconder seu entusiasmo pelo Espiritismo, demonstra serenidade no exercício de suas tarefas mediúnicas, comprometimento que pretende levar adiante, não obstante as naturais dificuldades, entendendo tratar-se de uma valiosa oportunidade de crescimento espiritual.

Quem é  Célia Xavier, por ela mesma?
Difícil definir. Sou uma pessoa simples, com defeitos e problemas como qualquer outra, convicta do ideal espírita, consciente da sua responsabilidade como ser espiritual em contínuo processo de aprendizado e evolução, buscando a transformação moral.

Relate suas primeiras experiências mediúnicas. Quando e em que circunstâncias aconteceram?
Desde criança sentia a presença dos espíritos. No entanto, foi em 1980 que tive a minha primeira experiência mediúnica. Era domingo. Após o almoço, Joaquim, meu marido, estava vendo um jogo de futebol pela televisão. Sentada a seu lado, ouvi alguém sussurrar em meu ouvido: Vamos escrever? Estranhei. — Agora?! Respondi mentalmente. E ele disse: Por que não? Está tudo tranqüilo. As crianças saíram e o Joaquim está vendo jogo! Fui para meu quarto e recebi minha primeira mensagem, assinada pelo Espírito Celso. Era curta, direta, e trazia o título: “Bendito sejas”.

Nessa época  sua família entendeu sua condição de médium?
Sem dúvida. Minha família é espírita, e esses fenômenos são considerados naturais em nosso lar. Porém, foi uma surpresa. Muito boa por sinal.

Quando foi que conheceu o Espiritismo? Lembra-se de sua primeira visita a uma casa espírita?
Quando nasci meus pais já eram espíritas. As primeiras imagens que trago na lembrança de uma casa espírita são da cidade de Matão, no Estado de São Paulo, onde morávamos nessa época. Eu tinha quatro anos de idade e freqüentava as aulas de moral cristã no Centro Espírita Amantes da Pobreza, fundado por Cairbar Schutel. A sala era pequena, simples, despojada, com cadeiras de assento de palha e eu gostava muito de ir aos domingos pela manhã. Na atualidade, esse centro  mantém mais ou menos as mesmas características daquela época e a presença de Cairbar Schutel ainda é muito forte.

Há alguma passagem de sua infância que a recorde de algum fato ligado a Cairbar?
Quando nasci, Cairbar Schutel havia desencarnado fazia vários anos. Meu pai atravessava um momento de sérias dificuldades quando conheceu esse grande espírita. Natural da Bahia, meu pai terminou o curso de Odontologia e foi para a cidade de Santa Ernestina, Estado de São Paulo, próxima de Matão, começar a vida, pois — segundo informação dada por seu irmão, Antenor, também dentista e residente em Santa Adélia, São Paulo — a pequena localidade não tinha dentista. Seis meses depois meu pai casou-se com Albertina, jovem de dezessete anos, natural da cidade. Muito católicos, não saíam da igreja; ele tornou-se presidente da Congregação Mariana, e, ela Filha de Maria. E os problemas começaram. Dotado de faculdade sonambúlica, dita inconsciente, meu pai entrava em transe mediúnico à noite e causava o maior tumulto na cidadezinha. Falava em altos brados, como se estivesse discursando e todos podiam ouvi-lo. No dia seguinte, não se lembrava de nada. Preocupado, o jovem casal mudou-se mais para perto da igreja, julgando que tudo fosse melhorar, mas a situação piorou. A notícia na cidade era que o doutor Urbano estava ficando louco. Um amigo, o único com a mente mais aberta na cidade, afirmou a Urbano que só havia uma pessoa em condições de ajudá-lo: Cairbar Schutel, o farmacêutico de Matão. De posse dessa informação, Urbano foi até Matão, conversou com seu Schutel, que o tranqüilizou, orientando-o dentro dos conhecimentos da Doutrina Espírita e afirmando que ele não estava doente, apenas possuía a faculdade de perceber a presença do mundo espiritual, o que Allan Kardec chamou de mediunidade. Desse dia em diante, meus pais passaram a freqüentar reuniões no Centro Espírita Amantes da Pobreza orientados por Cairbar Schutel e tornaram-se grandes e inseparáveis amigos. Posteriormente, ficaram sabendo que a entidade que meu pai recebia e fazia tanto barulho à noite era o padre Loureiro de Aguiar, que, inconsciente de sua condição de desencarnado, julgava estar na igreja fazendo preleção para os fiéis e, por essa razão, falava tão alto. Tornou-se também um bom amigo.

Nos seus tempos de faculdade quais eram seus autores favoritos?
Sempre fui amante da leitura, especialmente da literatura espírita. Meu pai tinha uma vasta biblioteca e um dos meus passatempos favoritos era remexer em seus livros. Aos onze anos de idade, aproximadamente, eu já tinha lido a coleção de André Luiz. Apreciava também “A evolução anímica”, de Gabriel Delanne, e “O Problema do Ser, do Destino e da Dor”, de Léon Denis. A obra “Flores de outono”, de Jésus Gonçalves, era meu livro de cabeceira. Quanto aos anos de faculdade, em virtude dos estudos acadêmicos, por trabalhar o dia todo – era funcionária pública – e também por ter três crianças pequenas e muitos problemas domésticos, distanciei-me um tanto das leituras espíritas que poderiam muito ter-me ajudado. Por essa época, restringia-me à leitura de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec.

A partir de seu casamento, em 1965, como foi possível conciliar suas obrigações?
Foi difícil conciliar tudo. Quando as atividades são muitas, necessário estabelecer prioridades. Nesse caso, as tarefas espíritas se restringiram a uma reunião mediúnica por semana.

Qual foi seu primeiro livro psicografado?
O primeiro livro que psicografei foi “Perdoa!…”, ditado pelo Espírito Jésus Gonçalves e publicado pela Casa Editora O Clarim, de Matão. Trata-se de um romance, cujo drama enfoca o século VI, durante o reinado de Justiniano.

Durante os primeiros tempos de seu desenvolvimento mediúnico, alguém em especial a ajudou?
Joaquim, meu marido, sempre foi o grande companheiro e incentivador, ajudando-me em todos os momentos. Do invisível, a presença de amigos espirituais era uma constante, especialmente de Jésus Gonçalves, com quem sempre tive grande afinidade, meu pai e tantos outros. E eu precisava bastante de ajuda. Em virtude de minha mediunidade ser intuitiva, sentia-me insegura, cheia de dúvidas, sem saber se o que estava escrevendo era da minha cabeça ou não. Que pretensão! Aos poucos, aprendi a discernir. Percebi que basta guardar por alguns dias o resultado da psicografia e depois voltar a ler. Nota-se claramente que os pensamentos não são nossos.

Depois dessa primeira experiência, em que bases o seu trabalho prosseguiu?
Tornei-me um pouco mais segura, não obstante sempre preocupada com a veracidade dos textos que recebia. Certamente, a reação favorável do público leitor me incentivou muito. Quando o primeiro livro foi publicado, já estava recebendo o segundo de Jésus Gonçalves: “Aves sem ninho”.

Como é realizado seu trabalho de psicografia? As reuniões são públicas?
O trabalho de psicografia exige extremo cuidado, em virtude da delicadeza do processo, especialmente no meu caso. Comecei esse tipo de atividade na Sociedade Espírita Maria de Nazaré, em Rolândia, no Estado do Paraná, num grupo de reunião mediúnica. Não deu certo. A reunião mediúnica, pelas próprias características, exige o envolvimento de todos os seus componentes no auxílio aos comunicantes necessitados e eu senti que não podia me alhear ao grupo realizando uma atividade diferente, em benefício da harmonia geral. Passei a fazer psicografia num outro dia, sozinha, no recinto da casa espírita, cercando-me de cuidados para que o ambiente fosse o mais equilibrado e elevado possível: fazia uma prece inicial, seguida da leitura de um trecho de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, e de uma mensagem, de Emmanuel ou de André Luiz, terminando essa etapa preparatória com nova prece. Só então, sentindo-me devidamente preparada, iniciava a tarefa de psicografia. Há muitos anos faço essa atividade mediúnica em meu lar, utilizando-me dos benefícios do computador, que facilita o meu trabalho e o dos espíritos. A preparação, no entanto, continua nos mesmos moldes. Dedico-me à psicografia nas terças e quintas, das 9 às 12h.

Durante seu trabalho de psicografia, algum espírito se manifesta na condição de dirigente ou mesmo de auxiliar ou supervisor dessa tarefa?
Interessante essa pergunta. Na verdade, sempre me preocupei com o fato de não ter alguém que se apresente como mentordirigente espiritual ou outro nome que se lhe dê. Às vezes me perguntam: Quem é seu guia? E eu respondo que não sei. E essa é a mais pura verdade. Nunca uma entidade se apresentou dizendo que iria supervisionar meu trabalho. Achava lindo o nosso querido Chico Xavier que tinha o Emmanuel, entidade que o assistia em todos os momentos e que, segundo palavras do próprio Chico, não o deixava sair da linha e até lhe fazia cobranças. Talvez eu não mereça esse tipo de ajuda. Não quero parecer ingrata, longe disso. Tenho contado sempre com valiosa assistência espiritual na travessia de provações, no trabalho na casa espírita, no exercício da mediunidade e nas demais áreas da minha existência. Todavia, percebo com mais clareza a presença do amigo espiritual que está laborando comigo naquela oportunidade. Jésus Gonçalves, querido companheiro espiritual, após ditar “Em busca da ilusão”, que era o terceiro livro de sua lavra, afastou-se e nunca mais soube dele. Tenho razões para acreditar que esteja reencarnado, embora muitas pessoas afirmem vê-lo e estar em contato com ele. Ultimamente, tenho percebido mais a presença de Leon Tolstói, de quem acabo de receber a terceira obra, “Leon Tolstói por ele mesmo”.

Até fixar residência na cidade de Rolândia, no Estado do Paraná, você residiu em outras cidades. Nessas andanças, colaborou em algum centro espírita?
Saí de Matão aos seis anos de idade, passando a residir em Marília, Estado de São Paulo, onde freqüentei a evangelização infantil e a mocidade no Centro Espírita Luz e Verdade. Estudei, casei-me e tive três filhos. Em 1974 nos mudamos para Rolândia no Estado do Paraná, onde residimos até esta data, e nos vinculamos à Sociedade Espírita Maria de Nazaré.

Quando aconteceu seu primeiro contato espiritual com Leon Tolstói? O que sentiu diante da presença do grande escritor russo?
De Leon Tolstói tinha lido “Anna Karênina”, “Ressurreição” e aquela que considero sua obra-prima, “Guerra e Paz”. Também li os livros psicografados pela excelente médium Yvonne A. Pereira, apreciando especialmente “Ressurreição e vida. Sempre senti grande afinidade por ele ao ler seus livros. Meu primeiro contato espiritual com Leon Tolstói foi em 7 de setembro de 1992, quando ele escreveu uma mensagem por meu intermédio. Na ocasião, eu estava recebendo “Em busca da ilusão”, de Jésus Gonçalves, porém nesse dia não foi esse bondoso amigo que se apresentou para escrever, mas uma outra entidade diferente daquelas a quem eu estava habituada. Informou esse espírito que tinha recebido de Jésus a oportunidade de escrever por meu intermédio, algo relatando suas experiências, e submeteu à minha apreciação esse seu desejo. Era Leon Tolstói.  Para tranqüilizar-me, pois eu estava bastante tensa, disse que não me inquietasse por saber que ele gostava de escrever sobre regionalismo russo, difícil para os que não estão afeitos a esse gênero. Afirmou ter descoberto no meu passado que eu já tivera uma existência em certa região da Rússia, o que facilitaria o trabalho. E, para mostrar-me que não seria difícil, nesse mesmo dia ditou o conto “O paralítico”, que se tornou o primeiro capítulo do livro “A eterna mensagem do monte”. Depois, Tolstói escreveu um romance, “Mansão dos lilases”, sendo ambos publicados pela Casa Editora O Clarim.

Quando iniciou a psicografia de “Leon Tolstói por ele mesmo”?
Antes de começar a ditar os textos dessa última obra, Leon Tolstói mandou uma mensagem, que consta do livro, na qual me pede leia com atenção sua obra “O reino de Deus está em vós”, publicada em 1893. Esse livro, logo depois de lançado, por ser polêmico, foi proibido pelo Czar, e Tolstói excomungado pela Igreja Ortodoxa Russa. Permaneceu desconhecido por cem anos e somente em 1988 voltou a ser publicado na Europa. Após minha leitura desse extraordinário livro, ele começou a ditar os textos da obra “Leon Tolstói por ele mesmo” no dia 2 de maio de 2002, trabalho que se estendeu por três anos!  Conquanto terno, manso e cheio de paciência, o autor é exigente e minucioso. Dos livros que psicografei, esse foi o mais difícil e que mais esforço exigiu, também porque nesse período enfrentei muitas dificuldades. Sinto-me feliz e gratificada por ter concluído esta obra.

Se for possível responder, qual é a aparência espiritual de Tolstói?
Eu o vejo sempre da maneira como ele se apresentava em vida, o que as fotografias da época mostram. Roupas toscas de mujique, a barba longa que lhe dá ar de profeta. Provavelmente não terá mais essa aparência, após quase um século de vivência na espiritualidade. Todavia, acredito que assim se apresente aos encarnados para ser reconhecido, ou porque sinta real predileção por essa existência. Kardec nos ensina que o Espírito, livre, assumirá a aparência que mais o agradar.

Psicografar um livro de um espírito dessa envergadura é uma grande responsabilidade. Como se sentiu ao ser escolhida?
Realmente, pesa-me sobremaneira a responsabilidade de colocar o nome de um autor, conhecido mundialmente, em textos psicografados por mim. Não tenho nada de especial, de diferente. Sou uma médium como qualquer outra. Quando recebi sua primeira mensagem, já citada e que consta do livro “A eterna mensagem do monte”, o impacto só não foi maior porque a presença desse generoso amigo é serena, sua vibração amorável, transmitindo segurança, confiança e muita paz.

Durante a psicografia de “Leon Tolstói por ele mesmo” você presenciou alguma cena que mais a impressionou?
Minha mediunidade é intuitiva. Ouço o autor espiritual ditar e começo a escrever; ao mesmo tempo, vejo as cenas descritas por ele. A imagem que mais me emocionou é quando Tolstói conta como sentia a presença de Jesus enquanto andava pelas plantações de trigo, de centeio ou de aveia, e sentia como se o Mestre estivesse ali a seu lado. Há uma descrição em que Tolstói parece ver Jesus falando sobre a Parábola do Semeador, enquanto joga as sementes na terra. Nessa hora, os raios do sol incidem em sua figura e colocam reflexos dourados em seus cabelos. Muito lindo!

Além da psicografia, quais são suas outras percepções mediúnicas?
Também sou médium de psicofonia. Praticamente todos os dias, exerço atividades na Sociedade Espírita Maria de Nazaré, na cidade de Rolândia, no Paraná. Nossa casa espírita promove reuniões doutrinárias, palestras e passes, cursos, reuniões mediúnicas, evangelização infanto-juvenil. Além disso, desenvolvemos um trabalho de assistência social que funciona na periferia, onde fundamos a Casa da Sopa, que atende todos os dias oferecendo almoço e janta. Oferecemos cursos de bordado, tricô e crochê, além de um trabalho dedicado às gestantes. Aos sábados e domingos realizamos palestras, evangelização infantil e ajuda aos necessitados. Sou responsável pela página Espiritismo para as crianças, no mensário espírita O Imortal, de Cambé, no Paraná. Tudo isso entremeado de viagens para palestras.

Que livro está lendo?
Estou terminando de ler “Por trás do véu de Ísis”, do jornalista Marcel Souto Maior e “Muito além da coragem”, de Chris Benguhe. Muito interessante.

Quais são seus livros de cabeceira?
“O Evangelho Segundo o Espiritismo”  e “O Livro dos Espíritos”. Gosto de ler Hermínio Miranda, Emmanuel, André Luiz, Joanna de Ângelis, entre outros. Tenho sempre um romance, para espairecer.

Quais são seus planos? Está trabalhando em algum livro?
Normalmente trabalho em dois livros ao mesmo tempo. Há muitos anos, desde que iniciamos uma reunião mediúnica com os jovens, às terças-feiras, percebi que os moços da espiritualidade vinham e tomavam conta do dia. Assim, na terça de manhã, psicografo livros de jovens, tendo iniciado com “Céu Azul”, de César Augusto Melero, seguindo-se mais cinco livros. Na quinta, recebo outros autores, como Erick e Leon Tolstói. Desse modo, tenho dois livros em andamento: na terça, do jovem Paulo Hertz, em fase de revisão, ainda sem título; na quinta, o que tomou o lugar de “Leon Tolstói por ele mesmo”, um romance ainda na fase inicial, com poucos capítulos ditados.

Agradecemos sua mensagem aos leitores, em especial àqueles que estão buscando desenvolver a mediunidade.
Estamos vivendo numa época muito especial. Grandes transformações ocorrem tanto a nível material, geológico, planetário, quanto espiritual. Esta existência é a maior e melhor oportunidade que já tivemos. O fato de sermos espíritas mostra o grau de responsabilidade que assumimos perante nós mesmos, perante o próximo e perante Deus. Urge aproveitar o tempo que nos foi concedido para fazer o máximo possível, transformando-nos moralmente e sendo agentes de mudança da sociedade em que vivemos, para ajudarmos na implantação de um mundo melhor.  Desse modo, a faculdade mediúnica é uma bênção concedida por Deus com a finalidade de ajudar a nós mesmos e aos necessitados que nos rodeiam. Enfrentar com seriedade, firmeza, disciplina, devotamento e amor a oportunidade que recebemos é imprescindível. Diz-nos Emmanuel que o médium é sempre espírito bastante comprometido com o erro, tendo prejudicado muita gente. Então, a mediunidade surge como ferramenta de trabalho para podermos auxiliar maior quantidade de espíritos, entre eles nossos desafetos, o que nos proporcionará maior dose de bem-estar, paz, equilíbrio e felicidade.  Assim, diante das dificuldades da existência, por piores que sejam, devemos lembrar sempre da recomendação de Jesus: “Buscai primeiramente o reino de Deus e sua justiça, e tudo o mais vos será dado por acréscimo”.

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