O pombo correio de Deus

Wellington Balbo – Bauru SP

Não raro algumas datas especiais tornam-se motivos de tristezas com o passar dos anos e, conseqüentemente, da vida. E o que antes era alegria pode ser um dia doloroso, principalmente quando o ente homenageado não se encontra entre os chamados vivos.

É o caso, por exemplo, do dia das mães.

Muitos filhos choram as mães que não estão entre eles.

O inverso é verdadeiro: muitas mães choram as flores que não mais recebem do filho que se foi.

Geralmente essas criaturas não apreciam a data e preferem a solidão em um dia destinado às homenagens. Choram seus mortos como se eles descansassem eternamente. Param a vida, param seus sonhos, seus objetivos por que lhes falta coragem para prosseguir.

Há, contudo, uma certeza que é ignorada pela maioria das pessoas: a vida não cessa com a morte biológica. Continuamos a existir mesmo depois que as células voltam à oficina de Deus.

Por isso a mensagem espírita deve ser divulgada com toda força e entusiasmo, pois é o recado da imortalidade avisando que o reencontro acontecerá, cedo ou tarde.

E no quesito reencontro mãe e filho, filho e mãe a imagem de Chico Xavier ganha importante destaque. Chico foi a ponte divina que fez brilhar de alegria novamente os olhos de inúmeras mães. Foi o porta voz de Jesus a espargir luz por onde as trevas do desânimo peregrinavam incólumes. Portou-se como pombo correio de Deus a devolver a paz e serenidade a quem vivia angustiada pela dor da separação.

Nada mais reconfortante, então, do que saber que nossos filhos vivem. Sim, eles vivem! Vivem por que são imortais, por que nem a mais poderosa bomba ou o mais espetacular acidente podem pôr fim à jornada evolutiva de um espírito. E nossos filhos são espíritos, antes de serem nossos filhos são, em verdade, filhos de Deus.

E para representar a imortalidade da alma é que indicamos com toda ênfase a literatura psicografada por Chico Xavier, esse abençoado pombo correio de Deus. Próximo do dia das mães ler suas obras é bálsamo para corações entristecidos pela separação temporária.

Compete-nos, como espíritas, divulgar a literatura de Chico e, mais que isso: presentear aos outros com a literatura de Chico!

Aliás, o médium mineiro costumava dizer que a tarefa de psicografar mensagens de filhos desencarnados trazia-lhe enorme prazer.

Esteja onde estiver Chico, ou melhor, o pombo correio de Deus deve estar feliz; feliz por saber que ainda hoje a literatura que passou pelas suas mãos constitui-se em abençoado lenitivo para as dores maternas.

Então, O que achou?