8 fev
2010

Ser e Estar [colaboração do leitor Victor, de Portugal]

Leitor [a] amigo [a], segue abaixo a colaboração do leitor Victor Manuel P. Passos de Viana do Castelo, Abelheira- Minho, Portugal

Obrigado amigo.

Ola muita paz e harmonia


Você já pensou na diferença entre ser e estar?

Embora esses dois verbos sejam utilizados muitas vezes com o mesmo significado, uma reflexão mais detida nos sugere alguma diferença.
Quando dizemos, por exemplo: “eu estou nesta cidade”, sugerimos que a nossa estada é passageira e que em determinado momento não estaremos mais ali.
Mas se dizemos: “eu sou desta cidade”, pode-se entender que vivemos ali e que permaneceremos naquele lugar.

Do mesmo modo quando dizemos: “eu estou faminto”. Todos entenderão que é uma situação passageira e que tão logo me alimente ela se modifica.

Ora, se observarmos as coisas do ponto de vista do espírito imortal, as diferenças entre ser e estar se tornam ainda mais perceptíveis.

É por não entender bem o que isso representa, que muitos de nós fazemos confusão entre ser e estar. Talvez por gostar da situação em que estamos, desejamos que ela seja permanente.

Assim é no campo do poder e das posses do mundo em que nos encontramos, apenas de passagem, que é o mundo físico.

Neste mundo, nem o corpo físico nos pertence de fato. É apenas um empréstimo para a nossa evolução enquanto ser imortal.

Dessa forma, eu não sou um corpo que tenho um espírito, mas sou um espírito que estou temporariamente num corpo que posso deixar a qualquer momento.

Se ocupo uma determinada posição social, estou nessa posição até que a deixe por um motivo ou por outro.

Quando dizemos que somos proprietários de muitos bens materiais, usamos o verbo incorreto, pois na realidade estamos proprietários por determinado tempo.

Quando dizemos: “eu sou paciente”, usamos o verbo inadequado, pois se ainda perdemos a paciência, é que estamos pacientes em determinados momentos.

Nesse particular, Jesus foi o protótipo da paciência, pois essa virtude já fazia parte de sua intimidade, portanto uma conquista efetiva.

Por essa razão, é inútil que tentemos dar importância demasiada ao que tem importância relativa e passageira.

No campo do conhecimento não é diferente. Muitos nos dizemos conhecedores desta ou daquela filosofia, mas enquanto não as vivenciamos de fato, temos a teoria mas não somos verdadeiramente sábios.

Não foi outro o motivo pelo qual o Cristo fez a advertência: “se sabeis essas coisas, bem aventurados sois se as fizerdes”.

Isso nos prova que há uma grande diferença entre saber e fazer. Entre ter conhecimento e ser sábio. Entre ser e estar.

Pense nisso!

Você ocupa uma posição transitória.

Está na posse de muitos bens ou numa condição de miséria.

Você pode estar numa situação privilegiada ou de desgraça.

Você pode estar com as rédeas do poder nas mãos ou apenas obedecer ordens.

Mas tudo isso são circunstâncias que o Criador lhe permite para que aprenda a ser alguém verdadeiramente digno e honesto.

Pense nisso!

2 Comentários

  • Muito pertinente a sua colocação.
    Eu tenho a certeza que as coisas são assim… estamos num mundo de provas e expiação, porém somos co-herdeiros do universo.

    Muita paz!

    Ana Carla Conselho

  • Muito importante esta diferença entre verbos aparentemente tão comuns, que usamos sem sentir,sim, devemos mesmo nos ater a esta advertência do Cristo : "se sabeis essas coisas, bem aventurados sois se as fizerdes".
    A vivência de uma filosofia pessoal tem que ser uma rotina diária.

    Que a Luz do Cristo fortaleça nossa vontade
    para viver sua mensagem.

    Juçara Maria Ribeiro

Então, O que achou?