12 fev
2012

Verdadeiras formiguinhas

Marcus Braga - arquivo VE

Fruto de compromissos profissionais, já vivi com minha família e visitei  várias cidades do Brasil e do exterior, onde conseqüentemente freqüentei ou apenas visitei diversas casas espíritas. Apesar de ter  visitado algumas em viagens curtas,  essa diversidade permitiu-me um grande enriquecimento na minha visão sobre o movimento espírita. É fato, a adaptação a nova casa sempre gera adaptações, pois geralmente não conhecemos ninguém. Mas, como o Kardec é o mesmo, com o tempo as coisas se acertam.
Em especial, nessas casas que visitei e freqüentei, vi trabalhadores (as) espíritas que eram verdadeiras formiguinhas. Com uma invejável (diria inveja em um sentido positivo) disposição para trabalhar pelo semelhante, para esses não havia chuva e nem sol, feriado ou final de semana, e para algumas destas, nem doença. Estavam lá, voluntariosas e prontas para pegar a “charrua” e  não olhar para trás. Conhecendo-as mais amiúde, descobri que todas tinham seus problemas de ordem pessoal, suas agruras e decepções. Muitas dessas dores por vezes ultrapassavam as dos ditos assistidos.


Com essa dedicação e entusiasmo idealista, arrastavam grupos inteiros, com seu olhar de crença que algo podia ainda ser mudado para melhor. Não tinha pretensão ao destaque ou a evidência, pois nas palavras de Chico Xavier, buscavam na Casa Espírita encargos e não cargos. Considero-me um privilegiado pelo convívio com esses heróis anônimos do cotidiano espírita, que não terão seus nomes citados nessas linhas, mas na lembrança dos muitos que desfrutaram o seu convívio. Aliás, não é necessário citá-los, pois ao chegarmos na casa espírita logo os reconhecemos. Como disse um velho amigo, “são como lata de leite em pó. Você tira o papel da embalagem, mas fica ainda a marca”.
A física nos ensina que todo corpo tem seu centro de gravidade. Nos trabalhos que participei, vi nesses confrades o ponto de apoio encarnado dessas tarefas. Mas cabe lembrar que todo aquele que carrega um grande fardo nos ombros, precisa de  um amigo para lhe secar o suor da fronte. Nossas valentes “Formiguinhas”, quando diante da prova mais forte, são as vezes abandonados pelos amigos. Não podemos esquecer a dimensão humana desses nossos companheiros, que carecem por vezes do nosso bom ombro amigo. Como a pequena formiguinha, são fortes, mas também são frágeis…
Por isso, estimado confrade, formiguinha ou não, ao identificar os pilares encarnados na tua tarefa espírita, exemplos de determinação pela causa do Cristo, não te esqueças de olhar o espírito imortal diante de ti, que também é nosso irmão de luta, cuja responsabilidade de amar o próximo é idêntica a nossa, e apesar do comprometimento que nos inspira, necessita por vezes da nossa palavra fraterna para seguir adiante.

Marcus Vinicius de Azevedo Braga é Pedagogo, evangelizador infantil  e frequenta o Grêmio Espírita  Atualpa, em Brasília- DF, tendo editado em 2001 o livro “Alegria de servir” pela FEB

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/artigos-espiritas/verdadeiras-formiguinhas/?PHPSESSID=2e55268d8378be236a1314773165c122#ixzz1ZcYYF3uu

3 Comentários

  • O Marcus Vinícios mostra ter muita sensibilidade e reconhecimento pelos espíritas FORMIGUINHAS que ele conheceu. Eu tb conheço algumas formiguinhas, tarefeiros na Seara do Cristo, que doam seu fluido vital no passe magnêtico, com muito amor e disposição, se entregando ao trabalho com a ALMA e o CORAÇÂO.
    Parabens Marcus e grato por suas observações.

    Paz, Amor e Harmonia.
    Manuel

  • Continue assim meu caro amigo Marcus Vinicios,sempre sensível as coisas do espirito,pois as grandes verdades estão escondidas no véu da simplicidade,e que o evangelho seja sempre levado as pessoas,mas que seja da periferia para o centro da cidade,[pois é na periferia que encontramos um pouco de simplicidade e humildade,e não no centro da cidade onde se encontra muito orgulho e vaidade]portanto temos muito a aprender com os irmãos mais simples,que são sem duvida os preferidos de Jesus. Muita paz a todos.

  • Olha, o inimigo smrpee encontra como argumentar como inimigo.Essa tolice de postar comente1rios que kardec era racista, e9 coisa da CACP E APOLOGc9TICA EVANGc9LICA.Cosultem Apologe9tica Espedrita que encontramos muita mate9ria a esse respeito. Objee7f5es refutadas.Os espedritas devem este1 smrpee visitando esse site, pois os irme3o que le1 escrevem se3o PHD em espiritismo, na minha opinie3o.

Então, O que achou?